segunda-feira, 6 de julho de 2009

DESPEDIDA DUM GÊNIO

Gabriel Garcia Marques retirou-se da vida publica por razoes de saúde: Cancro linfático. Agora parece que está cada vez mais grave. Enviou uma carta de despedida aos seus amigos, e graças à internet está sendo difundida pelo mundo. Recomendo a sua leitura, porque é verdadeiramente comovedor este curto texto escrito por um dos latino-americanos mais brilhantes dos últimos tempos. “Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapos e me presenteasse com mais um pedaço de vida, eu aproveitaria esse tempo o mais que pudesse.” Possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não por aquilo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os demais se detivessem, acordaria quando os demais dormissem. Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, deitava-me ao sol, deixando a descoberto, não somente o meu corpo, como também a minha alma. Aos homens, eu provaria quão equivocado estão ao pensar que deixam de se enamorar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se enamorar. A um menino eu daria-lhe asas, apenas lhe pediria que aprendesse a voar. Aos velhos ensinaria que a morte não chega com o fim da vida, mas sim com o esquecimento. Tantas coisas aprendi com vós homens...aprendi que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Aprendi que quando um recém nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, agarrou-o para sempre. Aprendi que um homem só tem direito a olhar o outro de cima para baixo, quando esta a ajudá-lho a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas agora, realmente de pouco irão servir, porque quando me guardarem dentro dessa caixa, infelizmente estarei morrendo. Sempre diz o que sente e faz o que pensas. Supondo que hoje seria a última vez que te vou ver dormir, te abraçaria fortemente e rezaria ao senhor para poder ser o guardião da tua alma. Supondo que estes são os últimos minutos que te vejo, diria-te “Amo-te” e não assumiria, loucamente, que já o sabes. Sempre existe um amanhã em que a vida nos dá outra oportunidade para fazermos as coisas bem, mas pensando que hoje é tudo o que nos resta, gostaria de dizer-te quanto te quero, que nunca te esquecerei. O amanhã não esta assegurado a ninguém, jovens ou velhos. Hoje pode ser a última vez que vejas aqueles que amas. Por isso, não espere mais, fá-lo hoje, porque o amanhã pode nunca chegar. Senão, lamentarás o dia que não tiveste tempo para um sorriso, um abraço, um beijo e o teres estado muito ocupado para atenderes este último desejo. Mantém os que ama junto de ti, diz-lhe ao ouvido o muito que precisas deles, o quanto lhe queres e trata-os bem, aproveita para lhes dizer “Perdoa-me”, “Por favor”, “Obrigado” e todas as palavra de amor que conheces. Não serás recordado pelos teus pensamentos secretos. Pede ao senhor força e sabedoria para os expressar. Demonstra aos teus amigos e seres queridos o quanto são importante para ti. Envia isto a quem entendas se não o fazes hoje, amanhã também não o farás. E se o não fizeres ....não importa...o momento de o enviar é este.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

PORQUE NUNCA DEVEMOS DESISTIR

“Tudo isso demanda perseverança. Paciência. Suor. Muito suor. A virtude é uma arte obtida com o treinamento e o hábito. Nós somos aquilo que fazemos repetidas vezes. A virtude, então, não é um ato, mas um hábito. Treinar. Perseverar”. Aristóteles (384 a.C. – 323 a.C.)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

CONTANDO NOSSA HISTÓRIA

O início da colonização na região data de 1536, com o donatário Duarte Coelho. Em 1554, sua viúva dirigiu a capitania, enquanto aguardava o regresso de Portugal de seus filhos Duarte e Jorge de Albuquerque Coelho.Ao chegarem, em 1560, intensificaram as ações para expulsar os índios Caetés, e mais tarde, participaram da luta contra os franceses expulsos do Rio de Janeiro por Mem de Sá. Terminada a campanha, foram doadas em sesmarias as circunvizinhanças do Cabo de Santo Agostinho a diversos nobres, sendo fundados inúmeros engenhos. Em 1593, as terras do atual Município foram elevadas à freguesia, em fase de grande prosperidade. Em 1631, todavia, Cabo foi atacado pelos holandeses que dominaram a região até 1654. Após a expulsão dos invasores, as propriedades foram restituídas a seus donos e restabelecidas as atividades.Com o território desmembrado do de Recife e sede na Vila do Cabo de Santo Agostinho, criou-se o Município em 1811, sendo extinto em 1846 e restaurado em 1849. Elevada à Cidade como Santo Agostinho do Cabo, em 1911, o Município passou a chamar-se Cabo.Formação AdministrativaFreguesia criada com a denominação de Cabo de Santo Agostinho, por previsão de 09-09-1622 e por lei municipial nº 3, de 07-12-1892. Elevado à categoria de vila com a denominação de Vila do Cabo de Santo Agostinho, por alvará de 27-07-1811 e provisão de 15-02-1812, desmembrado de Recife. Instalado em 18-06-1812. Pela lei provincial nº 152, de 30-03-1846, a vila foi extinta.Sendo elevada à condição de cidade e sede do município com a denominação de Santo Agostinho do Cabo, pela lei provincial nº 1296, de 09-07-1877. Pela lei municipal nº 3, de 07-12-1892, são criados os distritos de Jussaral e Ponte dos Carvalhos e anexados ao município de Cabo, sendo que o distrito de Ponte dos Carvalhos criados também pela lei municipal nº 94, de 18-11-1919. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Cabo, Jussaral e Ponte dos Carvalhos. Pela lei municipal de 22-11-1922, é criado o distrito de Nazaré e anexado ao município de Cabo.Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 4 distritos: Cabo, Jussaral, Ponte do Carvalhos e Nazaré.Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo decreto-lei estadual nº 92, de 31-03-1938, o distrito de Nazaré passou a denominar-se Santo Agostinho. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Cabo, Jussaral, Ponte dos Carvalhos e Santo Agostinho ex-Nazaré. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 4 distritos: Cabo, Jussaral, Pontes dos Carvalhos e Santo Agostinho.Pela lei municipal n 1690, de 19-05-1994, o município de Cabo voltou a denominar-se Cabo de Santo Agostinho. Pela lei municipal nº 1690, de 19-05-1994, o município de Cabo passou a denominar-se Cabo passou a denominar-se Cabo de Santa Agostinho. Em divisão territorial datada de 15-VII-1997, o município é constituído de 4 distritos: Cabo de Santo Agostinho ex-Cabo, Jussaral, Pontes dos Carvalhos e Santo Agostinho.Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2003. Alteração toponímica municipal Cabo para Cabo de Santo Agostinho alterado, pela lei municipal nº 1690, de 19-05-1994. Biblioteca IBGE

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

JÁ É UMA REALIDADE!!!

A Casa da Memória é uma nova proposta de museu. É um organismo vivo, que resgata a história mais antiga e se propõe a escrever a história contemporânea da cidade. Projeto simples é motivo de interação com a população, na medida em que expõe obras dos artistas e empreendedores dos últimos sessenta anos, na cidade do Cabo de Santo Agostinho. O acervo da Casa da Memória é dividido da seguinte forma: Memória Iconográfica, com fotos que contam a história da cidade, a partir de 1852; Memória Jornalística, com exemplares de Jornais produzidos no Cabo, a partir de 1907; Memória Literária, com mais de 90 exemplares de livros e cordéis escritos por cabenses e/ou escritores radicados no município; Memória Fonográfica, com Discos em vinil, CDs e Fitas K-7, com Bandas e Cantores cabenses; Memória Documental, com documentos pessoais e de entidades, a partir de 1913; Objetos que contam a história da população, a partir do século 19; Galeria dos destaques, com fotos de artistas, escritores e empreendedores no Cabo de Santo Agostinho; Memória política, como fotos de todos os Prefeitos do município e Presidentes da Câmara de Vereadores, etc.O projeto da Casa da Memória do Cabo de Santo Agostinho teve início em 1986.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

UM POUCO DESSA NOSSA HISTÓRIA

A Casa da Memória do Cabo de Santo Agostinho começou a ser concebida em 1986, quando Antonino Oliveira Júnior ganhou um álbum com diversas fotos da cidade nas décadas de 40 e 50. A partir daí, pacientemente o acervo foi sendo criado, primeiramente, com a aquisição de mais fotos, para depois começarem a aparecer exemplares de Jornais editados nas décadas de 60 e 70, o que levou Antonino a buscar mais jornais, fotos, depois livros escritos por cabenses, objetos, etc., formando o acervo atual, com, cerca de 500 peças. Por todos esses 22 anos, o projeto da Casa da Memória saía da condição de sonho para se tornar um Projeto. Não simplesmente um projeto de mueseu, mas, uma proposta inovadora, um organismo vivo e capaz de interagir com a população. Um museu, sim, mas com uma nova proposta, que na sua prática não expõe somente peças de um passado histórico, mas, que escreve a história contemporânea e reescreve a história da cidade através da ótica de seu povo. Um outro equipamento importante da Casa da Memória é a Biblioteva virtual, que terá em seu conteúdo todas as informações sobre a história da cidade e de sua gente. A Casa da Memória do Cabo faz parte do Centro Cultural Casa da Memória, entidade que tem como Presidente Antonino Oliveira Júnior, e um Conselho gestor formado por: Luzinete Santos (Contadora), João Sávio Sampaio Saraiva (médico), Sulani Moreira (artista plástico), Erivaldo Alves (Pastor Evangélico) e Solange Lopes (Historiadora), além do próprio Antonino Oliveira Júnior. A Casa da Memória será instalada na casa nº 192 (1º andar) da rua Vigário João Batista (da Matriz).

sábado, 13 de dezembro de 2008

NAVEGANDO NA HISTÓRIA

A HISTÓRIA DO CABO DE SANTO AGOSTINHO A história do Cabo de Santo Agostinho se inicia bem antes da chegada dos portugueses ao Brasil. Assim como boa parte do território brasileiro, o Cabo era povoado por indígenas da etnia caeté. As primeiras povoações chamadas de Arraial do Cabo surgiram na segunda metade do século XVI. Formado pelas Igrejas Matriz de Sto Antônio, de Sto Amaro, Nossa Senhora do Livramento e antiga Capela do Rosário dos Pretos (hoje Praça Théo Silva), e casario escasso representado por antigos prédios nas ruas da Matriz (Rua Vigário João Batista) e Dr. Antonio de Souza Leão. As fachadas são protegidas por lei municipal, porém, a maioria encontra-se Descaracterizadas. Em 1560 João Paes Barreto já instituía o Morgado de Nossa Senhora da Madre de Deus do Cabo de Sto Agostinho, vinculando o Engenho Madre de Deus, depois chamado de Engenho Velho. A escritura foi redigida em 28 de outubro de 1580. Segundo afirma Sebastião de Vasconcelos Galvão, autor do Dicionário Iconográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, o povoamento sede do Município vem de 1618; antes dessa data compunha-se de algumas casas esparsas, distantes uma das outras. Transcorridos mais de duzentos anos de ter sido a Povoação de Sto Agostinho elevada à predicação de Paróquia é que foi criada a Vila do Cabo de Sto Agostinho, por força do alvará de 27 de julho de 1811 e Provisão Régia de 15 de fevereiro de 1812, enviada ao então governador da Província, o General Caetano Pinto de Miranda Montenegro. Sua instalação, no entanto, ocorreu em 18 de fevereiro de 1812, pelo ouvidor e corregedor-geral da Comarca de Recife, o Doutor Clemente Ferreira de França. Foi elevada a categoria de cidade a então Vila do Cabo de Sto Agostinho em 9 de julho de 1877, pela lei provincial nº. 1.269, para a denominação de Cidade de Santo Agostinho do Cabo.O Cabo teve sua economia centrada no desenvolvimento da monocultura da cana-de-açúcar, a partir de 1570, com a doação de sesmarias ao longo do Rio Pirapama. Tendo João Paes ocupado as terras a ele concedida em 1571, ao sul do Rio Araçuagipe (Pirapama), funda o primeiro engenho bangüê que denominou Madre de Deus (hoje, Engenho Velho), o mais antigo centro açucareiro da Região. Mais tarde, com a criação de novos engenhos, o Cabo passa a representar o poderio econômico de Província de Pernambuco, época em que a cana-de-açúcar representava a força de crescimento do país.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

I ENCONTRO DA CASA DA MEMÓRIA

Convidamos vossa senhoria para o I ENCONTRO DA CASA DA MEMÓRIA, dia 18 de dezembro de 2008, quinta-feira, às 19 horas, no Teatro Barreto Júnior, no Cabo de Santo Agostinho. PALESTRA DO PROFESSOR BIU VICENTE (UFPE) e Debate. TEMA: DE PINZÓN A NABUCO: UM POVO COM HISTÓRIAS PARA CONTAR. Exposição de parte do acervo da Casa da Memória do Cabo de S. Agostinho. A MEMÓRIA DA CIDADE PERTENCE AO POVO. PARTICIPE! Realização: CENTRO CULTURAL CASA DA MEMÓRIA